- Meu Deus. Não ouse se aproximar de mim!
- Agora você está sendo infantil. - Calma, mas inexoravelmente, Zac puxou-a para que ela o encarasse e depois examinou a camisola de botões e gola alta que ela usava. - Parece que a educação das freiras funcionou tanto no quarto quanto na cozinha - ele murmurou. - Então você pode tirar essa roupa ridícula? Ou prefere que eu a tire?
- Isso é uma vingança, não é? - ela disse trêmula.- Porque eu escolhi outro homem.
Ele a segurou pelos pulsos e depois os soltou, somente para que pudesse passar a camisola pela cabeça dela com uma velocidade e destreza que a amedrontaram.
Ela tentou puxar o cobertor até o pescoço, mas Zac a impediu.
- Não, mi amore. Quero olhar para você. - E ele tirou os cobertores para que ela também ficasse nua sob a luz do abajur. - Seu corpo é como a luz da lua, caríssima. Mais adorável do que nos meus sonhos com você.
- E para eu me sentir lisonjeada? - Ela ainda não olhava para ele.
- Você não quer que digam que é atraente?
- Somente o homem que eu amo - ela disse de forma desafiadora.
- Dio, você ainda gosta dele depois de tudo o que ele fez?
- Ele devia estar desesperado - ela disse. - Você não faz idéia do que é não ter dinheiro. Sempre levou essa vida cheia de mimos com todo mundo fazendo suas vontades.
- E você se exclui dessa generalização? - Havia uma nota de desdém na voz dele.
- Não! Porque eu também o fiz quando me casei com você. E achei que pudesse confiar em você quando disse que não tocaria em mim a não ser que eu assim o desejasse.
O sorriso dele era seco. Ele se aproximava cada vez mais.
- Talvez achasse que você fosse mudar de idéia.
- Estava errado.
Ele abaixou o rosto e encostou os lábios nos dela.
Foi a primeira vez que os lábios se uniram desde aquela vez em Manor, quando Vane achara que ele fosse Simon.
A familiaridade desse beijo deixou-a chocada. E assustada. Mesmo depois de todo o tempo, ela conseguia se lembrar do gosto dele, do suave perfume.
Acima de tudo, da delicadeza dele.
E parecia que nada havia mudado.
Os lábios dele eram leves, mas sensuais. E ao mesmo tempo os dedos longos acariciavam o pescoço dela.
Vane percebeu uma estranha languidez permear seus sentidos, como o lento desabrochar de uma rosa.
Isso era sedução.
Estava em perigo.
Porque Zackary era um mestre no jogo da sedução. Ele fora até o chalé para que ela se rendesse. E não ficaria satisfeito com menos. Era experiente. E sabia que ela imploraria por mais.
Mas ela o faria repensar. Porque lutaria contra ele com todas as armas que possuía. Usaria seu orgulho, sua raiva e sua teimosia para dominar as emoções.
Ele disse seriamente:
- Sinto que estou incomodando você, caríssima. Se for verdade, não hesite em me dizer.
- Só quero que você me deixe em paz. Ele sacudiu os ombros.
- Seu corpo parece não concordar. Seria tão impossível assim corresponder a meus beijos? Ou, quem sabe, me tocar?
- Não vou lhe dar nada. Nem hoje, nem nunca! E também não vou perdoar a quebra da promessa que você fez na noite do nosso casamento - ela acrescentou.
Ele pegou-a pelos ombros e puxou-a contra ele, apertando os seios dela contra o peito e tomando-lhe a boca na sua em um beijo ardente.
Vane lutava para respirar quando Zac soltou-a, permitindo que ela caísse sobre o travesseiro. Suave, mas irresistivelmente, ele se pôs sobre ela, sem interromper suas carícias.
- Esta é a nossa noite de casamento - ele disse, severo. - Aqui e agora. E juro que vai haver um momento, algum dia, em que você vai me desejar tanto quanto eu desejo você.
Ela percebeu os olhos dele reluzirem com alguma raiva, mas ele a penetrou pouco a pouco.
Vane permaneceu imóvel. Não resistiria, mas não lhe daria a satisfação de conseguir fazê-la se entregar.
Por um momento ele também ficou imóvel, como se estivesse aguardando alguma coisa.
- Eu teria dado o mundo a você, Vanessa. - E ele começou a se movimentar em direção ao clímax, com impulsos longos e fortes.
Vane também permaneceu onde estava, pois não tinha outra escolha com Zackary sobre ela.
Quando ele finalmente tirou o corpo de cima dela, não havia o triunfo que ela esperava ver no rosto dele. Na verdade, ele estava pensativo. Mas, se estava arrependido, certamente não expressou em voz alta. Levantou-se, vestiu o roupão e saiu do quarto.
Comentem!!!